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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Escritor

No caso da maior parte dos autores que conheço, comigo incluída, a coisa oscila algures entre ambos. Seria cómico se não fosse patético.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Desejos

A paisagem, seca, lembra-me que o Verão se despede como o adeus de um velho cisne. Prossegue a coreografia dos desejos por cumprir e sempre assim será. No dia em que todos me acontecessem, que faria eu dos meus suspiros?

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Como se

Li hoje a frase "Nunca me apaixonaria por um homem que não fosse cavalheiro", como se a paixão fosse racional e respondesse a princípios e teorias, uma fórmula matemática, limpa, sem sombras nem pasmo, sem raiva nem dor, sem dilema, e permitisse pesar os prós e contras, um sentimento sob o nosso controlo absoluto, que jamais nos faria virar do avesso, a deitar por terra todas as convenções e conveniências: ok, depois de muito reflectir, não irei apaixonar-me por este homem.

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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Luz de Setembro

Cá estou, a 24h de entregar mais um livro com revisão de texto da minha lavra, e que tantas horas me tem roubado. O verão passou ao largo, mal chegará para um abraço. Resta estender as mãos ao Outono que aí vem, uma estação cheia de encantos, se nos deixarmos seduzir.

O que irá trazer-nos este mês de Setembro, na liquidez da sua luz dourada?

© Nanã Sousa Dias

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Entre uma coisa e outra

Entre uma revisão de mais de quatrocentas páginas, a entregar no fim do mês, e um livro meu que se recusa a chegar ao fim, entre o desejo de passar estes dias de verão matando saudades da família e dos amigos, os convites para jantar e a urgência de ir lá fora ter com o sol, entre a mera preguiça e o justo cansaço, tenho deixado ao abandono este blogue. Em segundo lugar do Top 5 continua a borboleta do Cristiano, o que me faz sorrir. Em primeiro o poema da Ericeira, a fazer sentido.
E hoje, batota pura, escrevo esta linhas para dizer que escrevi alguma coisa, só para lançar uma pedrinha nas águas paradas deste lago negro.


sexta-feira, 10 de junho de 2016

Rouquidão

Partir o silêncio em dois,
Como quem traça
Uma linha________________ de luz
na escuridão.

E agora, que fazer
Com meios-silêncios
Que não chegam a dar-me voz?

Uma rouquidão turva
Alva serpente
Esfumando-se em cantos de anil

E tudo é silêncio
Outra vez.





quarta-feira, 8 de junho de 2016

Alguma coisa

Um excesso de tudo,
Cansaço
Uma falta de outro tudo
Desespero
Que remédio senão
Tentar viver
alguma coisa
Que me acrescente.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Ar

Por onde ando eu, que não me encontro?
Perdida algures, em linha recta, curvada perante o que tem de ser.
Para quando o ser de mim? A leveza da liberdade, a fim de me erguer do chão e...

                                                                  r?                                                              
                                       a
                  o
v

sexta-feira, 31 de julho de 2015

sexta-feira, 13 de março de 2015

Soundscapes

Nesta 6ª feira 13 deixo-vos com os ruídos naturais do mundo, cada vez mais ameaçados. Bernie Krause, músico que há quatro décadas optou por gravar os sons da natureza, diz que o mundo está cada vez mais silencioso. Escutem-no nesta conferência do TED.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Viragem

Peço desculpa aos que seguem este blogue. Venho apenas explicar que estou em fase de transição de gadgets, dependente de tecnologias que me chegam em upgrade, mas que me impedem, por alguns dias, de vir aqui ao ritmo habitual. Em breve julgo reunir condições para regressar em força. Novo ano, tempo de viragem. Não há imagens a ilustrar, é mesmo só isto, que já é muito. Escrevo a partir do tablet, apenas para deixar esta mensagem. Fiquem bem e até breve! 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

só isto

Uma semana de silêncio? Ups. Pronto, já o quebrei. É só isto que tenho hoje.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Reticente

A sério? Quase uma semana sem vir ao blogue? Pois é, e então? Vem daí algum mal ao mundo? É alguma catástrofe? Vá, não é, não é. Onde é que está escrito que tenho de vir aqui todos os dias? Deixar o quê, se não tenho nada para dar? Dizer o quê? Que o meu cão teve um ataque de epilepsia ou uma reacção ao Frontline? Que teve convulsões e espumou à minha frente e eu julguei que morria? Que não tenho conseguido escrever uma linha? Que estou revoltada com uma série de coisas que continuam a acontecer neste país? Vá, tenham paciência, a paciência que eu não tenho. Outros dias virão, não quero estes, estou aqui atrás da porta, à espera que algo mude, muda, entretanto, sem boca, sem palavras, até que um texto decente possa aqui ser escrito, com a devida pontuação, pontificada a vida, a nossa...até lá, tenho apenas reticências...

quarta-feira, 5 de março de 2014

sábado, 2 de novembro de 2013

Só uma

Por estes dias? Pouco mais do que isto.

...
...

A aquecer os motores na...


RAMPA DE LANÇAMENTO

...

...

A ver se apanho uma estrelinha lá em cima.

Só uma, vá. O céu tem tantas.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Revisão

Ando há dias entregue à revisão da revisão da revisão da revisão da revisão da revisão da revisão...
Cada vez estou mais convencida de que um livro é apenas uma versão dos muitos livros que poderia ser. 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Silêncio

Voltei a sentir que não é honesto sentir.-me na obrigação de publicar algo todos os dias. Nada a fazer. Logo, irei publicar quando tiver algo para partilhar convosco. Quando fizer sentido. De contrário...o silêncio. E o que há de errado no silêncio? Não dizem que pode ser de ouro?
Ora aí têm.