terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Bom ano!!!

E porque adoro este miúdo, JB CRAIPEAU , aqui vos deixo um presente de ANO NOVO :)
bom ano!!!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

La Luna

Que os votos dias se inundem de estrelas, tecidas em ternura, beleza e fantasia. Bom ano para todos!

domingo, 29 de dezembro de 2013

Literary coffee

Aceito um Jane Austen em chávena quente, enquanto revejo uma tese que não me deixa escrever. O trabalho está em primeiro lugar. Estou a três capítulos do fim, contando os dias para recomeçar a escrever o segundo volume da Ilha. Há alguém que escreve direito por linhas tortas, engordando a nossa vontade ao colocar-nos, diante dos olhos, um obstáculo que nos impede de fazer algo que vínhamos insistindo, estupidamente, em adiar.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

The First Noel

Como já vai sendo tradição, aqui deixo a que é para mim a melhor interpretação deste tema de Natal, que sempre me comove. Um Natal Feliz para todos e viva o menino jesus :-)

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Top Secret Drum Corps

Se é para fazermos algo, façamo-lo bem. Sejamos audazes, originais. Tenhamos brio. Enjoy :)

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

A Ilha de Melquisedech




Preço de capa: 15,00
Preço com envio da minha parte, pelo correio: 17,00 (inclui portes, dedicatória e marcador)
Nº Págs.: 508
Encomendas: veravilh@gmail.com

Tenho andado num virote com a promoção e venda do meu novo livro "A ILHA DE MELQUISEDECH". 
Esgotados (em quinze dias!) os exemplares que os autores, que publicam com a Chiado Editora, têm forçosamente de custear numa primeira pequena edição, fiquei a saber que posso adquirir mais livros a um preço muito vantajoso, mesmo mantendo o preço de capa que, já de si, está muito em conta e eu acho muitíssimo bem. Afinal, o mercado está inundado de livros, desde os apetecíveis aos horríveis; estes são caros, as pessoas andam ó-tio-ó-tio e não sabem para onde se hão-de virar. É impossível competir com os livros da moda e os das celebridades.
O que muita gente não sabe e eu faço questão de divulgar, é que o processo tradicional de distribuição de um livro - se, por um lado, faz com que o dito esteja disponível nas grandes superfícies (não necessariamente em destaque, já se sabe, o destaque é dado aos autores famosos, sobretudo se forem caras conhecidas da televisão e figuras públicas) - por outro, leva uma grande percentagem...e ao autor chegam uns patéticos 10% sobre o valor de capa. É verdade: 10%. Os outros 90% ficam para a editora e os intermediários. Trabalhei cerca de dez anos neste livro. Horas infindas. Leituras e releituras incontáveis, depurando a escrita, acertando pormenores, cortando, reescrevendo... Dá muito trabalho escrever um bom livro. Arranjar editora, então, para quem dá os primeiros passos, é uma peça em três actos...não, minto, é uma fotonovela com muitos episódios. Por isso acabei por recorrer à Chiado Editora: porque, mais coisa menos coisa, a verdade é que ninguém me quis. E a Chiado Editora quer sempre, ou quase sempre.
E o livro? Perguntam vocês? Que tal?
Está a vender muito bem.
Quem o promove? Eu. 
Quem é que organiza entrevistas para rádio, programas de televisão, resenhas em jornais e revistas etc? Eu. 
Quem é que faz contactos constantes, tira todas as dúvidas, responde a todos os pedidos, organiza as sessões de apresentação, escreve a dedicatória nos exemplares, trata da transferência bancária, da recolha de moradas, do envio pelo correio e do acompanhento aos leitores?
Respostas: eu, eu, eu, eu, eu, eu, eu, eu...e eu.
Quanto é que receberia/recebo vendendo nas livrarias? (Relembrando): 10%
Quanto é que recebo comprando e vendendo? 50%
Estão a perceber por que razão tenho descurado o blogue? 
É que um autor principiante, se quiser chegar aos seus leitores e ser compensado pelo trabalho que teve, tem de fazer tudo isto.
Vale a pena? Vale, pois.

E estou muito grata a todos os que reservaram um, dois, três, quatro exemplares do meu livro para se auto-presentearem ou para oferecer a alguém neste Natal. Bem hajam, do fundo do coração.





domingo, 8 de dezembro de 2013

Aconchego

E eis que, ainda mal refeita do carrossel de emoções da véspera, é chegado o momento de apresentar o novo livro na Ericeira. 
Cheguei um pouco antes de começar, já o Nanã  havia zelado pela parte técnica (som e luz, um tom rosado que nos mergulhou numa luminosidade mágica, orírica, toda a noite!) e ainda arranjou maneira de fazer uma apresentação surpreendente com cada palavra que formulou, pausadamente. Logo na primeira frase, pôs a sala inteira a rir: 
"Ao fim de 35 anos a tocar saxofone, nunca pensei acabar aqui!" - mas depois fez-nos sorrir, ao contradizer-se: 
"Estamos juntos há 12 anos e eu sabia que iria acabar aqui." 
E prosseguiu falando - não do livro - mas da minha história com a escrita. E o que disse deixou-me com a cara com que estou nesta fotografia.

 Há um tempo que o Golfinho Azul não é, para mim e para o Nanã, um restaurante. Sim, ali come-se e bem, mas além do consolo do estômago, sabemos que iremos encontrar uma família que nos recebe como velhos amigos que já somos. E porque "A Ilha de Melquisedech", tal como tudo o que eu escrevo, mete aromas e sabores que abrem o apetite, e porque são 506 páginas recheadas de magia e simbolismos, de alusões à cultura celta, à mitologia nórdica, à espiritualidade, ao culto de uma vida aparentemente simples e humilde, mas ambiciosa na ambição de criar um mundo solidário e melhor, por tudo isso, escolhi o Golfinho Azul para fazer a apresentação deste meu filho de folhas, desta feita na zona da Ericeira, perto do lugar onde moramos. 
 Não tenho palavras - logo eu, que as cultivo - para descrever as emoções desta noite. Não tenho.

A Mena arranjou a mesa de honra e a sala como quem me conhece e compreende. O pano antigo, africano, era lindo e não se vê aqui, só na 1ª foto, acima. Aqui fiquei a parecer uma espécie de fada escrevinhadora, escondida dentro de uma nuvem púrpura, de alfazema. O verde transformado em roxo provocou-me uma visão: a capa do 2º volume: será roxa e lilás. Está decidido. 
Agradeço a todos os que compraram um, dois, três e até quatro livros neste dia. Bem hajam, por acreditarem que existem ilhas mágicas para onde vale a pena e apetece fugir. Obrigada à Mena, Obrigada ao Nanã, à Dila Sá, que leu o capítulo 19 e que provocou uma promessa impulsiva da Mena, que se comprometeu a fazer uma jantar temático só com os pratos do "Festival da Estação Dourada" e que irá ter uma trabalheira que nem me atrevo a imaginar. Agradeço à menina que leu dois excertos, incluindo os versos "Falta de jeito". E com tanto jeito que todos tiveram para me apoiar neste dia, quem ficou sem jeito fui eu.


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

No mundo

Sim, andava eu à procura de um lugar especial para fazer o lançamento do meu livro, quando me deparei com esta "Farmácia Liberal" e disse, É isto. E foi. Foi, porque tive uma sorte tremenda. E foi aqui, junto de botelhas com essências antigas, óleos, almofarizes, frascos de rótulos centários e chão de xadrez que eu, o Director do Museu da Farmácia e a Patrícia Reis, nos viemos instalar para receber os convidados. O meu filho, garantidamente ausente, apareceu de surpresa a tirar sentido aos dias de tristeza que andei a sentir por antecipação, por saber (julgava eu) que ele não iria estar. E pergunto: então para quê sofrer por antecipação? É que às vezes a tristeza não se confirma.
A Patrícia apareceu com um vestido da Anita, que tinha guardado propositadamente para a ocasião. Não, o meu livro não é sobre a Anita, mas pelo meio das 506 páginas anda a inocência da infância e muita nostalgia que sempre sentimos por mundos perdidos e tempos que nos fogem entre os dedos. Leu o seu texto e captou a atenção de todos. Ninguém fica indiferente ao que esta mulher tem para dizer.

O meu tio Vasco ofereceu-se para fazer a reportagem e, como se não bastasse, ainda tive direito a assistente, o Vasco Jr, meu primo, que se prepara para se tornar em mais um fotógrafo nesta família de artistas.
O meu marido assegurou o som, carregou equipamento e caixas com livros, sumiu-se rumo a um qualquer gig, e deixou-me desamparada...mas entregue ao tão esperado alívio.
Não estás feliz? Perguntam-me. Confesso que o sentimento é sobretudo de alívio, como pássaro que tenta, em vão, encontrar uma janela, uma escapatória, e bate irremediavelmente as asas contra as paredes de vidro e os recantos abandonados. A janela foi destrancada, ele partiu enfim. Foi para isso que foi feito, para bater as asas na paisagem, entre as ruas, roçando ao de leve os cabelos e as mãos, brincando com quem passa. Os ventos! É preciso não esquecer os ventos, que levam tudo.
Não esquecerei este dia de alívio, aromatizado com algo que lembra vagamente a fé no que há-de vir. 
O meu filho de folhas está cá fora. A reportagem completa com todos? No facebook, claro. 
A ILHA DE MELQUISEDECH (1º volume). Capa - maravilhosa - de Vanessa Bettencourt.
Não sei de que me rio, mas estou feliz, sem dúvida. Afinal não é só alívio.
Moçoilas (colegas da faculdade): nunca falham quando chamamos por elas. É uma arte de feiticeiras que elas têm.

O caríssimo Dr. João Neto, monárquico, leitor confesso de Tolkien, com quem falei de unicórnios, elfos e outros seres encantados. Agora venham cá dizer-me que os museus são uma chatice. Não conhecem o museu da farmácia nem o seu director.

De alunas de escrita criativa têm pouco: são sobretudo amigas com quem aprendo a ser feliz.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Inventário

Inventário das minhas avarias:

(de fora para dentro)

Um Toyota Starlett e um Renault Twingo Benetton de estimação: cogumelos, caruma, ervas e outros seres vegetais rodeiam os nossos velhos amigos, impedidos de circular. E também impossibilitados de irem ambos para o matadouro. E assim vão ficando.  Nem me perguntem pormenores, que a história é loooonga...

Campaínha da porta - às tantas, trocar por um sino: esse, ao menos, não avaria e é barato.

Pintura da casa - que o branco torne e ser branco; o azul, azul. As tintas aguardam na garagem que não é garagem.

Caixa do correio, com chave partida dentro - trocar por uma nova que dignifique a Casa da Lua. Esta já é para rir. Estou convicta de que o carteiro se ri à nossa custa a cada vez que deixa carta...mas são quase sempre contas. Demasiado altas. E por isso a caixa de correio continua por substituir. É um ciclo.

Caldeira: não é por nada, mas estamos sem água quente desde sábado: sabem o que é ter de aquecer água para tomar banho, lavar a cabeça e ...a loiça? Sim, porque....

Máquina de loiça (curto-circuito no início do verão): porque o destino achou que tínhamos poucas coisas avariadas.

Frigorífico (idem, início do verão): e a venda de livros irá, muito provavelmente, para a substituição dos electrodomésticos, o que é algo extremamente literário e inspirador.

Chão de tijoleira - e porque uma desgraça nunca vem só, nem sequer à meia dúzia, eis que o chão da sala e depois da cozinha desata a descolar e a tijoleira a encavalitar, inexplicavelmente. "Choques térmicos", diz o construtor, culpando a mãe-natureza." Torção da casa, alterações no terreno e nos alicerces", diz o marido. E palpita-me que tem razão. Até porque o QI é incomparável, apesar de não ser a área dele: é que o homem PENSA. E o seguro, paga? Claro que não: erro de construcção. Entretanto, ao entrarmos na cozinha, aproveitamos para uma aula de flexibilidade, não vá a tijoleira encavalitada partir. Não é por nada, é que custa 20 euros o metro, só a tijoleira. Fora o resto.

Subindo ao escritório...

2 desumidificadores xpto: é muito bom, é muito bom, mas não há. Comprar outros igualmente bons? Nem pensar. Resultado: já são uma espécie de mesas-de-cabeceira, de bases de apoio: uns cubos que andam para ali, a servir de qualquer coisa menos para absorver humidades.

Scanner - off - de um dia para o outro, é só riscos. Acho que amuou com o cartucho de marca branca. E perguntam vocês: e o que é que tem a ver o scanner com a impressora: é um HP, 3 em 1, e, sei lá, na volta não gostou da concorrência e disse, Ai é, queres poupar nos cartuchos? Então toma, acabou-se-te o scanner.

E pronto, vou poupar-vos a vocês também. Amanhã é o lançamento do meu livro, vou tentar dormir. E dormir? Pois sim.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Dentro de nós

Autor da fotografia: LINO MATOS
"Dentro de cada um de nós existem sombras, murmúrios, presenças. Carregamos uma casa às costas, uma casa assombrada onde replicamos divisões, mobílias e tudo o resto. Não há maior assombração do que uma viagem ao interior do que somos. Os fantasmas não se escondem da luz, alguns arrumam-nos, outros deixam-nos de rastos. Não há tratadores de almas que nos possam salvar, não é coisa sequer que valha a pena desejar. Viver em paz significa aceitar que a nossa casa assombrada é uma jóia preciosa. A única que temos, a única que levaremos connosco."
(LUÍS OSÓRIO, Dez 2013)

domingo, 1 de dezembro de 2013

Dezembro

NASCEU DEZEMBRO

Nenhum céu nos basta, mas mesmo assim

Dezembro continua a nascer

agarrado ao coração por um ramo de azevinho.

Por todo o lado as palavras quentes rodopiam

e apesar do gelo

o mundo perde cantos e arestas

sem diferenças entre ruas e ruelas.

E vemo-lo a embrulhar-se em fitas coloridas

bolas doces e afectos;

tristezas que sorriem

ao ritmo intermitente da claridade nas janelas.

Nenhum céu nos basta, é certo

porque ébria e fria, é a neve a cair no inverno.

Mas que importa: é Dezembro

e quem sabe, talvez

a ponta de uma estrela nos caia

bem no centro do peito

e seja ela a chama iluminada

que entre rochedos e musgos

rasgue a noite de novo

e nos leve a uma outra estrada

onde jamais se perca o sentido

do celeste azul que cobre toda a humanidade;

razão primeira de todos os presépios.


(Dezembro 2013)